sábado, 7 de setembro de 2013

Auto aceitação e auto estima


A auto-aceitação é caminho decisivo para uma boa auto-estima.
É o passo certeiro que definirá uma postura positiva consigo mesmo, estando satisfeito, de acordo e respeitando suas possibilidades, limitações, corpo e alma.  Segundo Vera Lucia Ferreira, “Aceitar-se é honrar o ser que você é e a sua jornada. É dizer sim para si mesmo(a), sem esperar pelo sim do outro, como acontece freqüentemente.”.
A cada dia percebemos novas necessidades e pressões externas para sermos melhores, sermos como o tão famoso Dr. Fulano, o tão sucedido Sr. Ciclano ou ainda tão belo(a) quanto o(a) Miss Beleza. E estas pressões externas passam a fazer parte de nossas vidas de modo que já não mais conseguimos distinguir se elas vieram de fora para dentro de nós, ou se nós a criamos em nosso interior.
O resultado é que passamos a nos cobrar cada vez mais e nos esquecemos de nossa essência, de nossas qualidades e potencialidades. Estas não são mais valorizadas e ao contrário, esquecidas. Iniciamos uma seqüência de pensamentos nova, mas nada eficaz para nós, de que “o que sou hoje não é mais suficiente” e que “preciso ser de outra forma” ou ainda “preciso ser mais do que era antes” e ainda “devo ser e fazer como as pessoas me dizem ou são”.
Estes pensamentos tão comuns em nossas vidas passam a fazer parte do nosso eu e o que conseguimos visualizar a partir daí é o que o outro é, o que o outro tem; e concluímos o que “eu devo ser” e o que “eu devo ter” assim como a minha família. Neste momento, nosso corpo já não é tão bonito, aparentável ou saudável como deveria ser e já não temos posses ou propriedades que deveríamos ter.
Alguns conseguem lidar bem com estes pensamentos e necessidades incutidos pelo mundo moderno e vão vivenciando conforme acreditam que deve ser. Mas vários outras pessoas, já não sabem diferenciá-los ou adequá-los à sua realidade. E passam então a não se aceitarem como são e a desenvolver uma baixa auto-estima. Estes indivíduos passam a deixar as rédeas de sua vida nas mãos de demais pessoas, como amigos, família, colegas de trabalho que devem ou não aceitá-los, elogiá-los ou puni-los. E então agora com baixa auto-estima, já não acreditam e não gostam de si mesmas e as conseqüências disto podem ser nefastas nas áreas física, emocional e espiritual.
Surge a necessidade de tratamento e de uma transformação essencial para que estas pessoas sejam capazes de mudar sua vida, suas lógicas de pensamento e o aspecto que havia sido desmerecido, maldito e geralmente desrespeitado por tanto tempo. Ao proporcionar expressão e reconhecimento de todas as partes do ser, a transformação essencial oferece a oportunidade de mover-se em direção da totalidade, da auto-aceitação e da alegria. Exercícios durante a psicoterapia proporcionam que estas pessoas consigam se sentir seguras, agradecidas pelo seu potencial, cientes da beleza da vida, em paz e confiantes em si mesmas.

Autora: Flávia Araujo de Sousa
Psicóloga – Viver Psicologia
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