terça-feira, 25 de agosto de 2015

História da maquiagem.Parte 1

Ola meninas tudo bem?


Hoje trouxe pra vocês um pouquinho sobre a história da maquiagem. Como é um conteúdo extenso (pois vai desde o surgimento dos primeiros pigmentos, até os dias de hoje), resolvi dividir em vários posts pra ficar mais dinâmico e menos cansativo.

Espero que gostem!

1. Origem (como surgiu)

Usada desde a Idade das Pedras, quando se recorria a uma substância chamada ocre - uma tinta
vermelha - era utilizada por mulheres e homens nas áreas dos olhos e nos cabelos. Os povos Celtas
usavam o ocre, para pintarem o rosto nas batalhas e o povo hebreu fabricava um cosmético feito de
pó vermelho-amarelado extraído da árvore junça ou hena, como é conhecida pelos árabes.

Nos indícios achados por arqueólogos datados do Egito Antigo, por volta de 3000 a.C., a maquiagem
se originou com o Kohl ( pó escuro - uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas - que
servia para realçar os olhos), esta substância foi encontrada em vasos nas tumbas de Menes, faraó
da primeira dinastia egípcia. O Kohl dava aos olhos dos egípcios um tom esverdeado e chumbo.

Nas pinturas dos sarcófagos nas pirâmides, os olhos eram representados sempre com destaque, pois
acreditava-se que eles eram a alma da pessoa. Em razão dessa crença, as mulheres caprichavam na
pintura em torno dos olhos, que eram bem delineados com pó de Khol. Existem relatos de que o Kohl
seria também usado para proteger os olhos de infecções e raios solares, bem como da areia do Egito.
Algumas fontes também referem-se à utilização do Kohl pelos faraós, para que não pudessem serem
olhados nos olhos pelo povo, bem como não olhariam diretamente para o deus sol – Rá.
Cleópatra, símbolo de beleza e inteligência egípcia, a última rainha, usava pó khol nas pálpebras,
assim como tomava banho de leite e usava argila no rosto.

No Egito, também, surgiu a distinção "mulheres de pele clara" e "homens de pele escura". A pele clara
contudo tornou-se um querer universal.

No hinduísmo surgiu a utilização do Kajal, derivado do Kohl, e nesta 'religião' acredita-se que essa
‘tinta natural’ proteja os bebês e as crianças contra os ‘olhos do diabo’.
Ainda falando de técnicas e produtos primários é de conhecimento geral a utilização de maquiagens
diferentes para rituais de casamento, de nascimento, de oferendas, ou de batalhas. Isso porque os
indígenas acreditam nas energias das cores e das composições naturais dos pigmentos.

Já em Roma, as mulheres usavam máscaras de farinha, miolo de pão e leite durante a noite sobre o
rosto para melhorar a pele. Esses rituais se popularizaram através de Pompéia Sabina, esposa do
Imperador Nero. Vaidosa, a mesma experimentou diversos produtos e misturas para tornar a sua pele
mais clara, como vinagre e claras de ovos.
A grande descoberta da época foi o alvaiade – um derivado de chumbo hoje usado nas pinturas de
paredes, que de acordo com a mitologia, era o segredo da pele branca da deusa Vênus. O alvaiade foi
utilizado até a Renascença Italiana, onde as lindas mulheres nobres aplicavam durante o dia, mas à
noite cobriam suas faces com emplastros de vitelo crú molhado no leite, afim de minimizar os seus
efeitos nocivos.

O Kama Sutra, livro indiano escrito para ajudar na conquista do Kama - um dos três sustentáculos da
religião hindu: Dharma (mérito religioso), Artha (riquezas), Kama (amor, prazer) -, e na elevação
espiritual do ser humano, define a pele da mulher ideal como uma flor de lótus amarela: “fina, macia
e clara”.

No Japão, entre do século IX ao XII, surgiu uma forte valorização da pele branca e para obter o
resultado, as mulheres aplicavam um pó espesso e argiloso, que recebia o nome oshiroi, feito de
farinha de arroz. E para colorir as maçãs do rosto, usavam pasta feita de extrato de açafrão,
conhecido como beni.

Em 150 a.C. o físico Galeno criou o primeiro creme facial do mundo, adicionando água à cera de
abelha e óleo de oliva. Mais tarde o óleo de amêndoas substituiu o azeite e a incorporação de bórax
contribuiu para a formação da emulsão, minimizando o tempo de processo. Esta foi primeira base
para sustentar os pigmentos de dióxido de titânio e facilitar a aplicação na face: nascia a base
cremosa facial.

Na Idade Média as mulheres também preparavam máscaras de argila, amido, leite ou mel para tratar
suas peles. Os seus dentes eram branqueados com bicarbonato de sódio. Alguns cosméticos eram
feitos de farinha de trigo, talco e giz, o que obrigava as mulheres usarem máscaras para que a
maquiagem não rachasse. Agnès Sorel (cerca de 1420-1450), a famosa ‘Dama da Beleza’, aplicava
todas as manhãs, sobre seu rosto, uma máscara que continha cérebro de porco selvagem, minhocas
e baba de lesmas.
No entanto, no final do século XVIII foi imposta uma lei pelo parlamento inglês que determinava
castigo às mulheres que enganassem os futuros maridos com artifícios como maquiagens, tinturas
no cabelo ou perucas, sapatos altos, perfumes, loções, armações de saia, espartilhos, entre outros.
Além de terem o casamento anulado, conforme direito do marido, poderiam ser torturadas e
castigadas como as feiticeiras ou bruxas, que eram perseguidas na época. Também na França foi
proibido o uso de espartilhos e cachos.
Isso ai meninas espero que tenham gostado.

Beijos.

Roseli
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